ATLE18. OSTRACIA

ATLE18. OSTRACIA

Editorial:
ATRAVÉS DAS LETRAS
Año de edición:
Materia
Política
ISBN:
978-84-87305-95-5
Páginas:
324
Encuadernación:
Otros
16,00 €
IVA incluido
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Sobre Ostrácia. Dum lado, a História; doutro, a intimidade. Dum lado, as palavras de ordem das ideologias políticas revolucionárias. Doutro, o orgasmo múltiplo e os fetiches do Domínio e a Submissão. Dum lado, as figuras de Lenine, Alexandra Kollontai, Nádia Krupskaia e, sobretudo, Inessa Armand. Doutro, a experiência de escrever sendo mulher e, portanto, interpretada como autora de textos vagamente feministas, reivindicativos mas também florais e românticos. Quando a escritora acha um fio narrativo singular -a vida da revolucionária bolchevique Inessa Armand-, experimenta certas contradições.

Inessa Armand é um nome secundário na história, apenas identificável como "a amante de Lenine". Aliás, participou ativamente na cúpula bolchevique, fundou Sociedades feministas, dirigiu jornais, enfrentou­se às normas sociais ao abandonar o marido para marchar com o seu cunhado, de dezassete anos, e foi obrigada a exilar­se dois anos no Ártico. Porém, Ostrácia não pode ser mais um romance sobre a épica das mulheres bravas porque a escritora tem a vontade de explorar o território da exclusão, das margens, esses espaços da dissidência política onde os "nossos" nos confinam por não luzirmos tão claros e obedientes como dantes.

Ostrácia é um castigo merecido, um lugar e um tempo para reinventar­se. E os amores entre Lenine e Inessa Armand reescrevem as vidas atuais e explicam o relato das revoluções interiores. Se a militância for entrega, se as ideologias tiverem que mudar o mundo, então Inessa Armand e a escritora devem entrelaçar­se para contar o nunca contado: que Política e Erótica vão da mão, que tudo na Política, como na cama, se reduz a bailar com o Desejo. Para a política não ser politiquinha e o Desejo não se conformar com desejinhos. Para fazermos habitável a Ostrácia.

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